Prológica CP400 Color

cp400_46Fabricante: Prológica Computadores Pessoais

Modelo: CP400 Color

Compatibilidade: Tandy Color Computer 1

Data de Lançamento: Natal de 1983

Encerramento da Produção: final de 1985

Microprocessador: Motorola MC6809E, em 0,895 MHz.

Memória ROM: 16K, contendo o Extended Color BASIC

Memória RAM: modelos de 16K e 64K

Portas de Entrada/Saída: Conector de expansão (cartucho), fonte de alimentação, 2 joysticks analógicos, serial RS232C, gravador K-7, monitor colorido e TV colorida.

Dimensões  (em centímetros):

  • Gabinete-CPU: 39,5 de largura X 20,0 de profundidade X 5,00 (traseira) ou 2,00 (frente) de altura.
  • Fonte externa: 10,5 de largura X 8,5 de profundidade X 8,5 de altura.

Conteúdo da Caixa:

  • Gabinete-CPU com teclado integrado de 55 teclas.
  • Transformador externo chaveado manualmente 110/220V.
  • Cartão de Referência sanfonado de 14 páginas.
  • Manual de Operação e Linguagem de 290 páginas.
  • Catálogo de Software Prosoft.
  • Cabo de conexão Computador-TV.
  • Cabo de conexão Computador-Gravador K7.
  • Fita K7 contendo 9 programas (DANUBIO, BIORRITM, LOTO, GRAFICO, NUMEROS, ARITMET, RALLI, ARANHA e CAD), demonstrando os recursos da linguagem Extended Color BASIC (ECB)

CARACTERÍSTICAS EXTERNAS

Esta primeira versão do CP400 Color possuía um teclado de plástico (“chiclete”) incorporado ao gabinete cinza-prateado, com uma notável separação entre as 55 teclas (lembrando um pouco os microcomputadores da linha Sinclair). As teclas tinham cores diferentes:

  • Branca: letras, dígitos e caracteres especiais;
  • Vermelha: 2 teclas “Reset”, que deviam ser simultaneamente pressionadas para reiniciar o microcomputador.
  • Verde: 4 setas de controle (para cima, para baixo, para a esquerda e para a direita)
  • Azul: teclas especiais “Enter”, “Break”, “Shift” e “Clear”.

O design do gabinete foi concebido pelo arquiteto italiano pós-moderno Luciano Devia, representante da Escola de Turim. Segundo o artista, as teclas pequenas e coloridas tinham por função dar “um ar meio brincalhão ao micro”, por ser ele de uso doméstico, precisando assim “se harmonizar com objetos até decorativos”. Apesar do design ser oficialmente atribuído ao referido artista, sua notável semelhança com o Timex Sinclair 2068 (ou Timex Computer 2068), também lançado no final de 1983 nos Estados Unidos, continua “inexplicável” até hoje.

A partir de 1986, após o lançamento do CP400 Color II, que trazia um teclado mais fácil para a digitação de programas, as Assistências Técnicas da Prológica promoviam a substituição do teclado chiclete do CP400 Color original pelo “profissional” do novo modelo.

Da mesma forma que o Timex Sinclair 2068, o CP400 possuía um conector de expansão, protegido por uma porta levadiça, no lado direito da unidade. Dentro, um conector de 40 pinos, disposto horizontalmente em duas fileiras de 20, era usado para conectar a unidade de disquetes CP450 ou cartuchos de programas em ROM, sobretudo jogos, para carregamento instantâneo ao ligar-se o computador. Porém, devido ao formato físico do cartucho, especialmente projetado  pela Prológica, não era possível usar no CP400 os cartuchos de outros computadores compatíveis com o padrão TRS-80 Color (p.ex., os da Tandy norteamericana), bem como não era possível usar em outras máquinas os cartuchos especialmente projetados para o CP400. Visto de frente, a pinagem é contada sequencialmente, de cima para baixo, da direita para a esquerda; o pino 1, provê -12V, de 100 mA; o 2, +12V, de 300 mA; o 3, a entrada de “halt” da CPU (HALT); o 4, a entrada de interrupção não-mascarada (NMI); o 5, a entrada de “reset” da CPU (RESET); o 6, a saída do clock principal da CPU (E), em 0,89 MHz; o 7, a saída de clock defasado 90º em relação à E (Q); o 8, a entrada de detecção da presença de cartucho (CART); o 9, provê + 5V, de 300 mA; os pinos 10 a 17, são os bits de dados (D0 até D7); o 18, o sinal de leitura/gravação (R/W); os pinos 19 a 31 e 37 a 39, são os bits de endereçamento (A0 até A15); o 32, a entrada de seleção de ROM do cartucho (CTS) ; os pinos 33 e 34, o terra (GND); o 35, a entrada de som (SND); o 36, a entrada de seleção adicional de cartucho, para disco (SCS); e o 40, a entrada de desativação de dispositivos internos (SLENB).

Na parte traseira do CP400 encontravam-se diversas portas de entrada e saída, no padrão DIN, para conexão com outros periféricos, mantendo assim total fidelidade com o TRS-80 Color Computer (ou Color Computer 1). Estavam assim rotuladas, da esquerda para a direita:

  • Joy-Dir e Joy-Esq: 2 conectores DIN fêmea de 5 pinos, para a ligação de dois joysticks analógicos (direito e esquerdo). O pino 1 era a entrada do comparador direita/esquerda; o 2, a entrada do comparador para cima/para baixo; o 3, a terra; o 4, a entrada do botão de disparo (fogo!); e o 5, o condutor de corrente elétrica +5V (VCC).
  • Serial: conector DIN fêmea de 4 pinos, para comunicação serial no padrão RS232C com uma impressora, plotter ou modem. Padrão de transmissão em 600 bps, 1 start bit (0 lógico), 7 bits de dados, 2 stop bits (1 lógico), sem paridade. O pino 1 visava a detecção do sinal da portadora (CD); o 2, a recepção de dados (RX); o 3, a terra (GND), com tensão de referência 0; e o 4, a transmissão de dados (TX).
  • Monitor: conector DIN fêmea de 7 pinos, para a ligação de um monitor de vídeo colorido, padrão RGB. Os pinos 1, 2 e 3 não eram usados; os pinos 4 e 6 eram a terra; o 5, o sinal de vídeo; e o 7, o sinal de áudio. O modelo CP 400 Color II adotará uma outra pinagem, mantendo porém o mesmo conector DIN de 7 pinos. Na placa-mãe, porém, próximo da saída para o vídeo monitor existiam 4 ilhas vazias (sem soldagem), que possibilitavam (aos conhecedores de eletrônica) mais uma saída: a de video composto, de modo que essas 4 ilhas podem ser assim rotuladas, da esquerda para a direita: CHB, B-Y, R-Y e Y.
  • K-7: conector DIN fêmea de 5 pinos, para comunicação com um gravador K7 comum (National RQ2222 recomendado), através de um cabo triplo ligado aos conectores EAR (fone de ouvido), MIC (microfone) e REM (controle remoto). Nível de entrada de 1 a 5V, pico a pico, com impedância mínima de 220 ohms; nível de saída de 800 mV, pico a pico, com impedância de 1Kohms; capacidade de chaveamento remoto liga/desliga de 0,5 A e máximo em 6V em corrente contínua (CC). O pino 1 era a saída para a tomada de controle remoto (REM); o 2, a entrada para a tomada do fone de ouvido (EAR); o 3, a terra (GND); o 4, a saída para a tomada de microfone ou auxiliar (MIC); e o 5, a outra saída para a tomada de controle remoto (REM).
  • Fonte: conector DIN fêmea de 3 pinos, para a ligação do transformador externo, sendo este último chaveado manualmente nas tensões 110 e 220V, mas com tensão de funcionamento de 105 a 130V, em corrente alternada (AC) de 60 Hz e 0,18 mA RMS. Os pinos 1 e 3 são para a entrada de 9V, em corrente alternada, de 1 ampere; o pino 2 não é usado. Devido a um erro de projeto, o transformador interno, localizado no lado superior direito do gabinete, tinha problemas de superaquecimento.

Além das portas acima, localizava-se ainda na parte traseira do gabinete:

  • TV: conector RCA fêmea, para conexão com uma TV a cores comum, padrão PAL-M, mediante um cabo coaxial de 75 ohms (que acompanhava o equipamento). Este cabo tem, em uma das pontas, um plugue RCA macho e, na outra ponta, um balun para converter a impedância do sinal de 75 para 300 ohms, já que os televisores da década de 1980 eram ligados a antenas e outras fontes geradoras de vídeo por de fitas paralelas de 300 ohms. Nos primeiros modelos no CP400 Color, o modulador de RF ficava em lugar à parte da placa-mãe.
  • Canal: chave chave H-H de 2 posições, para selecionar o canal de RF (nas frequências-padrão dos canais 3 e 4 VHF), mediante sinal modulado no padrão nacional de cores PAL/M.
  • Liga-Desl: botão de pressão liga-desliga.

CARACTERÍSTICAS INTERNAS

Embora o CP400 fosse comercializado em duas versões (de 16 e 64 Kbytes de RAM, respectivamente), essa quantidade de memória não estava totalmente livre para o usuário. Assim, para a versão de 16KB, apenas cerca de 8KB eram de fato liberados; e para a versão de 64K, somente cerca de 24KB estavam disponíveis, isto porque 16 KB eram reservados para o endereçamento da memória ROM (que continha o ECB); outros 16 KB para o uso de cartuchos de ROM; e mais 8KB para alocar a memória de vídeo de alta resolução. Os usuários de máquinas de 16 KB podiam, posteriormente, expandir a memória para 64KB, mediante a instalação de um kit disponível nas Assistências Técnicas da Prológica. Para a operação com disquetes (com a unidade CP450) era necessário 64KB de RAM.

Quanto à placa-mãe, houve 2 versões: a primeira, retangular; e a segunda, em forma de “L”. Suas principais diferenças é o fato de, na 1ª versão, o modulador de RF e o conector de cartuchos não serem soldados diretamente à placa. Ademais, para eliminar o superaquecimento do transformador interno, a 2ª versão passou este para o lado esquerdo, deixando-o fora da placa-mãe.

Provavelmente, a fim de dificultar a “cópia” de sua máquina, a Prológica renumerou diversos circuitos integrados, tornando dúbia sua identificação precisa. Além disto, é possível verificar diversos fios ligando entre si vários pontos da placa-mãe e pinos de circuitos integrados.


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